Saturday, July 9, 2011

AS MINHAS MÃOS

 

MINHAS POBRES MÃOS
REQUEREM TODA ATENÇÃO
CANSADAS DO TEMPO
CALEJADAS POR INSTRUMENTOS
QUE DELAS FIZ BROTAR
ALEGREMENTE BATERAM PALMAS
SEM PERCEBEREM A RAZÃO
NEM COM QUE EMOÇAO
ELAS SE IRIA MAGOAR
MINHAS MAOS
JÁ FORAM INSTRUMENTO
PARA OUTROS ACARICIAR
PERCORRI COM ELAS
TODOS OS MEUS AFECTOS
QUE UM DIA ME IRIAM DEIXAR.
COMEÇARAM NO CAMPO
LOGOA TRABALHAR
EM TERRAS POR ARAR
OUTRAS POR SEMEAR
SEMPRE SE ESFORÇARAM
PARA QUE DELAS BROTASSE
 O MELHOR QUE A TERRA DAVA
VEIO DEPOIS O DESENCANTO
ONDE DENTRO DE UM PRANTO
MINHAS MAOS SE JUNTARAM
NUNCA NELAS SENTI O JEITO
PARA AS ERGUER EM PRESSE
PEDIR COISAS SECRETAS
QUE DELAS NÃO DEPENDESSEM
VEIO DEPOIS OUTRO TEMPO
COM ELE OUTRO SENTIMENTO
ONDE MINHAS MAOS LABUTARAM
DE DIA, ERAM MÁQUINAS PREMENTES
DE NOITE AFECTOS QUENTES.
NELAS CARREGUEI,
O MUNDO INTEIRO
FRUTO DO MEU VENTRE
DAS MINHAS MAOS FIZ SEU NINHO.
MÃOS CALEJADAS, ESTAS MINHAS
QUE RECORDAM CERTA SINA
QUE HOJE AQUI VIM LEMBRAR.
O SANGUE QUE DELAS JÁ JORROU
FOI O ESFORÇO QUE O CAUSOU
QUANDO AINDA MENINA
TINHA TAREFAS A REALIZAR.
PASSARAM POR MUITA DUREZA
NUNCA ELAS PERDERAM A CERTEZA
QUE NASCERAM PARA OUTRA FUNÇÃO
GESTOS QUE DELAS SAÍAM
TANTO PODIAM FAZER RIR
COMO COMOVER CORAÇÕES
AOS POUCOS FUI APEENDENDO
COM ELAS FAZER PRENDAS
ATÉ CHEGAR À ESCRITA
CHEGOU UM DIA UM GRITO
ERAM MINHAS MAOS AFLITAS
RECLAMAVAM OUTRA FUNÇÃO
E COMECEI A OUVIR MEU CORAÇÃO
MINHA ALMA SE LEVANTOU
NAS MINHAS MAOS SE ENTREGOU
MINHA MENTE A ESCUTOU
NOVA TAREFA TINHA SURGIDO
COM AS MAOS ABRI AS PORTAS
ATÉ ALI ESTAVAM MORTAS
CALADAS, RETIDAS AS PALAVRAS
DENTRO DE UMA CELA FECHADA
FALTAVA-LHE O VEICULO
 POR ONDE AS TRANSPORTAR.
MINHAS MAOS SE ABRIRAM
ESQUECERAM O SOFRIMENTO
DERAM RAZAO AO MOMENTO
ASSIM SURGIU A POESIA…
POR. JOAQUINA
05/07/2011






CONTO DA COBRA- CASO VERÍDICO



Teria eu, uns 6 ou 7 anos. Nesse dia, minha mãe preparava-se para fazer o almoço para a família. Enquanto, eu brincava á porta de casa.

De repente, ouço um grito, vindo de dentro de casa, que me assustou. Alarmada, fui ver o que se passava. Vinha minha mãe a correr. Passou por mim, deitou-me ao chão, sempre a gritar e a fugir para a rua. Levantei-me assustada e passou-me pela cabeça que minha mãe tinha acabado de enlouquecer. Corri também para a rua. Minha mãe gritava, e gritava. Começaram a chegar as vizinhas! Queriam saber o motivo daquele alarido.

Minha mãe, tinha ficado sem fala, durante algum tempo. De nada, valia perguntar o que lhe tinha acontecido. Uma vizinha mais entendida na matéria sugeriu, que lhe fossem buscar um copo de água com açúcar, para ela acalmar. Outra vizinha, sem diploma, fez logo ali o seu diagnóstico! Ela foi tomada por um espírito! Os espíritos não falam, vejam que ela quer, mas não consegue falar. Quando o copo da água com açúcar a acalmou, consegui então dizer que tinha uma cobra na despensa. Que era muito grande e que não entrava em casa enquanto a cobra não saísse.

Todas aquelas mulheres, à sua volta, eram mulheres corajosas, guerreiras mesmo, mas nenhuma se atreveu a entrar dentro de casa. Uma delas virou-se para mim. – Vai chamar o teu pai à horta. Tem que vir matar a cobra.



Eu chorava, por não entender, o que se estava a passar. Lá fui eu, cheia de medo. Já via cobras, em todo lado e chorando, lá encontrei meu pai, que, espantado, por me ver ali, ainda por cima chorando, pensou logo que tinha acontecido alguma desgraça em casa.

- Que se passa Maria? Porque choras?

Tem que vir para casa. A mãe não para de gritar que viu uma cobra muito grande na despensa! - Coisas de mulheres! Comentou simplesmente, meu pai.

- Vamos lá então ver essa enorme cobra! Quando chegámos á aldeia ainda minha mãe estava sentada, num banco, fora de casa.

Então, onde viste a cobra mulher? É grande ou pequena?

Resposta da minha mãe:- tem 2 metros de cumprimento e é da largura do meu braço. -Tu tem juízo mulher, nesta zona não existem cobras desse tamanho. Essas cobras só existem em África, retorquiu meu pai, tentando serenar as coisas.

Entrou na despensa, procurou a grande cobra e não viu nada.

 - Mulher podes entrar dentro de casa que a cobra se entrou, já saiu. – Não entro em casa enquanto não matares a cobra. Não faço almoço para ninguém, hoje. Ouviste?

Voltou a entrar meu pai e removeu tudo o que havia na despensa, até que viu algo, muito pequeno, por detrás de uma talha de azeitonas. Era a cobra. Tinha tanto medo da minha mãe, como minha mãe tinha dela. Sua defesa, quando assustadas, é enrolarem-se para passarem despercebidas. Meu pai pegou na cobra, que mediu. Tinha 30 cm de cumprimento era da largura do dedo médio dele. Pegou-lhe na cabeça, dela e logo ela se enrolou ao braço do meu pai que ria de gozo pelo medo da minha mãe. Então esta é que é a cobra que tu viste? Tenho-a aqui e ela não me faz mal. Toda a gente se afastou com medo da pequena cobra.

Por favor mata a cobra, senão hoje não entro em casa.

Tem juízo mulher. Esta cobra foi á tua despensa fazer-te um favor. Ela come os ratos que andam por lá e te podem transmitir doenças. Ela é tua amiga e não inimiga.

Ficam todas a saber que o habitat das cobras é no campo. Antes de esta aldeia existir, já elas por cá andavam.

Vocês são muito ignorantes. Vou levar a bicha e largá-la no campo.

Meu pai, deu sua tarefa como comprida e voltou aos seus afazeres.

Minha mãe recompôs-se, mas nesse dia não entrou mais na despensa. Tive que ficar eu de plantão, sentada na cozinha. Qualquer coisa que minha mãe queria da despensa, chamava por mim para a ir buscar.

Isto passou-se na minha infância e a lição que tirei daquele episódio serviu-me para a vida inteira. Ao longo dos anos, também tive os meus encontros com pequenas cobras. Sempre as respeitei, dando-lhe espaço para se afastarem. Nunca matei nem ameacei nenhuma. Elas sempre fugiram de mim.



Isto, levou-me a pensar no efeito, que o medo produz em nós! Minha mãe naquele dia, viu o que os marinheiros viam no cabo da Boa esperança. O gigante ADAMASTOR, que virava barcos e engolia homens…



Minha mãe, sem nunca ter saído daquela aldeia nem nunca ter estado em África, viu uma jibóia…



CONCLUSÂO: “O MEDO SAI DO MEDO E O MEDO NÂO È NADA”

Provérbio da minha aldeia.

Por: Joaquina

7/7/2011


Saturday, July 2, 2011

PERDIDA DENTRO DE MIM

 

Hoje, acordei perdida, dentro em mim!
Não é tristeza?
Não sei o porque?
tenho saudades de alguém que está fora

Dos momentos passados a seu lado
Hoje o dia não tem a mesma cor.
Encontro-me menos alegre que nos outros dias
Minha vida pertence-me, mas quero reparti-la
Do muito que já fui amada e do muito que amei
Sãos as saudades, que aqui instalei.
Já muito lutei, e tudo mudou, apesar do que faço
Ainda me embaraço, ao pensar em meu amor.
Hoje sinto-me faca, frágil, mas ao mundo não deixo transparecer
Quero simplesmente de amor viver para depois morrer
Já fui amada, acarinhada, desejada, até querida, em momentos de trovoada
Ser amada sabe tão bem, não ter já ilusões por ninguém
Já não tenho medo de sorrir, dizer a verdade, frente a frete em liberdade.
Mas hoje, tudo me toca, me vem ao pensamento alguns enganos, algumas tormentas…

Não me iludo facilmente.
Analiso os pormenores que tenho á minha frente.
Por: Joaquina
12/06/2011


HISTÓRIA DE MULHER GUERREIRA



Conta a história que foi concebida á borda de uma ribeira. A cama era de junco amassado, enquanto ela roupa lavava, ali perto o marido trabalhava.
O marido, homem folgado, grande macho para época, logo ali viu uma oportunidade, e sem avisar, fez com os pés a cama, atirando a mulher, para o chão.
Ela deitada, na cama no chão húmido por ele feita, nem um gemido nem um grito ela lançou.
O desconforto feriu-lhe a alma, mas ela achou que o dever a chamou.

Foi tudo muito rápido, sem palavras, sem amor, apenas naquela cena sobressaía do marido o seu ardor.
Ela deixou passar uns minutos, para recompor o alento. O marido, levantou-se, abotoou as calças e sem olhar para trás, segui caminho, o trabalho esperava-o.

Ela, calou a sua dor, a humilhação e num frenesim começou a cantar. Cantou com emoção, a dor que sentia era mais forte que toda a emoção. Continuou sua tarefa, sem os dois se aperceberem, que aquele momento, daria origem a um ser, que viria a ser para ele uma tormenta. Para ele, seu acto, não tinha sido nada demais que não pudesse utilizar.
Ela foi concebida, num dia frio entre raios de sol de Janeiro.
Passados 4 meses já uma nova ser sua mãe ponteava.
Foi crescendo e desenvolvendo-se, protegida dentro do ventre da mãe. Quando deu entrada neste mundo, passada a gestação, deu entrada no mundo num dia de verão.

Nasceu calada. Para acordar foi preciso algumas palmadas, para a fazerem chorar. Ficou admirada a parteira, mal sabiam eles que tinha chegado aquela família uma guerreira.
Na família já existiam outros filhos, sua mãe mal dava por ela, a não ser para comer e dormir.
Assim se foi formando, com tudo o que via.
O pai não podia compreender, que seu momento de prazer, já á muito esquecido, que passados anos lhe daria muita dor de cabeça.

Seu gesto egoísta, impregnou na filha a vingança da mãe e a sua desdita.
Assim entrou na vida do pai um ser gigante que em tudo lhe fazia frente.
Nasceu impregnada pela força da terra húmida como seu elemento natural, da terra tirou toda a sua força que para sempre a moldou. Ela era a testemunha, do insulto que a mãe sofrera.
Na terra aprendeu a proteger-se, a esconder-se.
Cresceu forte com junco, moldável como a cama que a concebeu. De uma maneira frontal, enfrentava seu progenitor, ao ponto de ele dizer isto é castigo. Afinal o que faço eu contigo? – Trazes no sangue a força da revolta, na teimosia o poder do Junqueiro.

Assim de tanto falar no junco, ela através da mãe soube como foi concebida, junto a uma ribeira, numa cama de Junqueiro.
A mãe nunca se queixou daquele ser que podia enfrentar o marido, com ou sem consciência. Mas também nunca esqueceu o quanto nesse dia sofreu de vergonha.
Para ela fazia parte da sua obrigação, ao marido ceder, tinha jurado no altar que seria para sempre dele.

Todos os outros filhos cresceram, tomaram seu rumo, mas esta filha, trazia com ela uma força bruta que tudo derrubava.
Seu espírito nunca se acomodou ao sofrer, ao destino marcado, casar por aquelas bandas , ter casa, e filhos criar. Nunca se acomodou ao atraso do seu pai, homem, também ele fruto de uma época.
O tempo passava, ela crescia, criava, longe novas raízes, cada vez mais o pai enfrentava.
Aguentou até ao dia que se sentiu encurralada, era partir, ou ficar calada.
Mas ela não queria para ela a vida que a mãe tinha.

Lançou-se no mundo, sem rumo.
Deixou para trás, tudo! O que era tudo? Confrontos, lágrimas, trabalho, bofetadas, pontapés, ausência de carinho, nunca lhe deram nem um abraço que tanto tinha precisado.
Navegou em barcos que naufragaram. Sempre sobreviveu aos destroços agarrada.
Sua força era gigante, mas isso não a impediu, muitas vezes de chorar em pranto.
Entrou e saiu de vidas, umas que ela não escolheu, ouytras onde ninguém a queria.
Caiu muitas vezes, outras tantas se levantou, até que chegou a hora de tudo transmutar.
Vinha de dentro dela o grito, que não era de renuncia, era de luta.
Em silêncio, muita vez, mitigou, sua raiva faminta, ao ponto de não enter ao que ao mundo viera fazer.

Com os pés descalços, passou por terras nunca radas, seus pés sempre procurarm o caminho.
Com tanto para dar, ninguém se apercebia.
Ela lá no fundo sabia, que sua vida tinha que ter uma missão, um dia sem ajuda aqueceu suas mãos, e lançou-se á vida. Não soube interpretar donde vinha toda aquela força que sentia,

Uma coisa ela sabia, era essa sua força que matinha viva..
Por.Joaquina
02/07/2011

LAGRIMA DIFUSA


Abri os olhos, logo pela manhã.
Depressa me apercebi que uma lágrima aflorava á minha janela.
Ela turvava minha visão, enquanto eu sentada na cama, chegava a uma conclusão.
Sou humana, mulher, filha da criação.
Senti naquele momento que estava inteira, tinha pernas, tinha mãos, e batia meu coração.
A lágrima teimava em se apresentar descontente, deixando minha vista desvanecer.
Por momentos pensei que sonhava. Que não era eu ali sentada, que estava noutra dimensão.
Aos poucos fui acordando, e pus o pé no chão, no soalho frio, senti o chinelo que estava á minha espera.
Tudo veio em catadupa, á minha mente e ao meu coração.
Sou um ser em grande contradição.
Como não acredito em fazedores de sonhos, acredito mais em mim, no que sinto, no que não vejo.
Sou tão imperfeita, até entrar em combustão.
O que hoje sinto, amanhã, já pode não existir.
Enquanto eu tento enquadrar-me na escrita, minha lágrima teimosa continua aflorar.
Não foi por mim convidada, nem por saudade nem por emoção, mas ela insiste em molhar a minha mão.
Que grande contradição, entre aquilo que penso e sei, que não penso em vão.
Esta lágrima veio deixar em seu lugar uma pequena dor. Fere-me a alma, as veredas do coração, quer eu queira ou não.
Hoje é o dia que trás uma rajada de vento, me abana.
 Minha árvore, meus sentimentos, a geada é fria, como a lágrima que me queima o rosto. Sinto-me autónoma andante, nesta estrada que escolhi.
Encurta-se a visão, toldasse-me o pensar, não encontro o motivo. Sou um ser frágil do começo ao fim, não sinto o corpo, porque sou só cabeça.
Por: Joaquina
16/06/2011

A ARTE DE AMAR INDICIONALMENTE

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Amar, palavra associada ao trabalho da alma
Que voluntariamente vem ao planeta vivenciar,
Potencialidade humana, para uns, quando se expressa.
Sobressai, acima de todos, os outros sentimentos,
Desejo e metafísica, estágio humano
       
      
Durante esta trajectória, todo o ser, sobre a face da Terra,
Tem o dever de estimular a inteligência,
Nunca confundir amor com paixão e posse.
Essa confusão permanece até hoje.
Trabalhando-se como principio o ego,
Esse ego, que é o apego desmedido a si mesmo,
Assim se transforma num egoísta
   
      
O egoísmo, o egocentrismo, do EU,
Passa a ser o centro da vida,
Acompanha o ser dotado de livre arbítrio,
Limitando a percepção a respeito do amor.
A incompreensão do amor, fundamentada,
Com factores psíquicos e espirituais,
Fazem do ser um inseguro, carente,
Passa a vida, a procura da satisfação,
Que não encontra em si mesmo
       
      
Amar, é tão difícil como amar ao próximo,
Sem interesse de posse ou uso pessoal.
No entanto, essa é a "regra" para amar,
Nos sentirmos, verdadeiramente, amados
O desafio de amar, passa pelo desapego do
eu,
Pelos vícios, egoísmo, orgulho,
Teremos que primeiro nos conhecermos a nós próprios,
O suficiente para saber, que somos iguais,
Quer, nas experiências, sofrimento, dor, alegria, amor.
    
    
A visão do amor, para muitos, são versos cantados,
Filosofia, poesia, escrita, falada mas não sentida,
Necessidades básicas, para viver em amor, representam,
Um avanço do espírito no sentido de seu amadurecimento.
Estágio que alcançaram espíritos como Madre Teresa de Calcutá
Francisco de Assis, entre outros
Praticar o amor ao próximo, intuído ou orientado,
Pode ser pela orientação, da energia, experiência memorável.
Qualquer um pode dar amor, donas de casa, aposentados, estudantes,
Todos que reúnam em nome do Amor Maior.
Para compreendermos o amor, devemos praticar o amor não heróico,
Sempre que sentimos aproximação, do outrem, só para ajudar.
Tudo se traduz, num aprendizado e mérito.
O merecimento é espírito em seu processo evolutivo.
Nosso caminho é nossa experiência vital,
Se atingimos nossas metas, superamos as dificuldades, do caminho.
O prémio maior, para aquele que busca, aprende amar de verdade,
Conhecimento adquirido com a prática, na humildade de servir.
Será o Bónus espiritual que lhe trará um melhor nível de lucidez,
Discernimento em relação ao significado da vida.
     
Lucidez e discernimento, a médio e longo prazo existencial,
Nos darão benefícios, conquista, equilíbrio, psíquico espiritual
Paz interior - que é a ferramenta de cura de todos os nossos males actuais.
Na peça da vida universal, somos um todo indivisível,
Arte de amar ao próximo como a nós mesmos,
A  maior conquista do espírito imortal.
Por Joaquina
2/07/2011


A FRAUDE DO MARINHEIRO


 


Conta historia, que um jovem, tudo fez, para entrar para a marinha.

Trabalhou até á exaustão, sempre com mulheres na sua ambição.

25 Anos bem proporcionados, mas tinha um senão?

Atlético e forte, com as mulheres não tinha sorte.

Começou a duvidar da sua performance!

Falava com seus botões, enquanto dizia:

- Que importa, é mulher, que nunca mais via.

Mudava de porto, de mulheres que desconhecia,

Enquanto seu ego se satisfazia!

Sempre as deixava, descontentes e vazias.

Até que chegou o dia, que conheceu uma Maria!

Chama-se Joana, como Maria se apresentou.

Maria era uma morena, sensual, saliente,

Reparou no seu corpo, em toda aquela frescura

Viu nele o homem, que toda a mulher procura.

Beberam uns copos, aqueceram os corpos,

Subiram ao quarto, alegres, dizendo disparates.

Ela toda despachada, pelada, já na cama o esperava,

Enquanto ele meticuloso, despia sua farda

Fechou os reposteiros, meteu-se na cama sorrateira.

Chegou-se a Maria, enquanto ela já fervia.

Tocou-lhe o corpo, beijou-lhe o seio,

Saltou para cima dela e em dois minutos?

Saltou da cama ligeiro, foi tomar banho,

Enquanto, Maria aparvalhada, por ele ainda esperava,

Quando o viu, já vestido, todo engalanado!

Aí explodiu!

Onde vais farda andante,

Eu aqui deitada e tu já de levante?

És um logro marinheiro,

Quanta já enganas-te por esse mundo inteiro.

Ali deixou Maria deitada, despida, sem saber o que fazer.,

Maria, mulher inteligente, mulher ardente, sozinha se acariciou.

Só saiu daquele quarto, quando a festa solitária acabou.

Por: Joaquina

16/05/2011