Monday, December 18, 2017

Boa Noite..
Acabo de chegar com novidades.
Tenho andado ausente mas não tenho estada parada. Deixo meu último livro..
Se estiverem interessadas(os) Podem pedir por mensagem, na minha pagina
com o nome de Joaquina Vieira Escritora
Vou dar continuidade a este blog. Tenho ainda muito para contar.
Aproveito para desejar bom natal neste ano de 2017..
Joaquina Vieira.

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Tuesday, April 26, 2016

EU SOU O MOMENTO



Quero dizer, a quem lê minha escrita, que ela não é para eruditos.
Minha escrita é humilde. Mas não é directa. Tem mensagens, pelo meio, escondidas. Todos a podem ler porque, no fim, só não a irá entender, aquele, que for erudito.

Sou autodidacta. Formei-me na vida. Nas livrarias. Em todos as páginas que li. Desde a filosofia antiga até aos autores consagrados, tudo li, tudo devorei. Até que me formei. Minha mente, sempre atenta, separou o que necessitava. Devagar me levou àquilo de que gostava.

Escrevo para gente como eu. Para si, que é anónima, sincera, com necessidade de saber, que não gosta do seu tempo perder. E muitos são aqueles que como eu pensam.
Então pensei como haveria de chegar a muita gente. Foi aí que se deu o clique. Num repente. Decidi que iria escrever para outras gentes!
Eu tinha recados para dar. Mas vivo sozinha comigo. O meu dia é preenchido entre caminhar, escrever e divulgar. Já nasceu comigo este enigma da escrita. A paixão pela leitura e também pela aventura.
Embora mulher, sou diferente da maioria das mulheres. Não gosto de perder tempo. Não sou tagarela e não aprecio os gostos de muitas delas. Não gosto de limpar o pó. Mas gosto de estar só. Gosto de viajar no tempo. Conhecer outras gentes. Nos intervalos escrevo, invento.
Tenho, em mim, algo de extraordinário. Minha mente, descontente, está sempre a desafiar-me. Já tentei tudo. Desde cozinhar, bordar, pintar e no campo trabalhar. Mas de todas as tarefas, aquela que mais sinto, é a minha escrita. Por isso escrevo. Diálogo directo para qualquer intelecto.

Não sou passiva, não! Nem tão-pouco indiferente! Por isso escrevo como a força de um dragão. É algo que comanda a minha mão. Não precisei de universidade para saber o que era a diversidade. Escrevo prosa, tanto para a rosa, como para o poeta maldito, que nesta sociedade é proscrito.

Mas não sou erudita!

Um erudito tem a mente fechada. Carece da universidade.
Um erudito necessita de fazer consulta, para elaborar um discurso.
Deveria estar atento, ouvindo a mente, à sua frente.
Um erudito precisa de exibir um papel carimbado, para mostrar que é letrado.
Um erudito da palavra faz um bordado. Para deixar um recado.
Tentando ser crítico, quem o ler, necessita de um dicionário. Para o entender.
Um académico não tem paixão. Escreve por obrigação.
Nada sabe fazer. Mas critica quem souber mais do que ele.
É alguém que veste bem. Tem o ego cheio. No seu meio.

Assim, aqui deixo o que penso sobre eruditos, académicos ou catedráticos.
Muita gente, mais inteligente anda, por aí, perdida. Por não saber que tem, consigo, as chaves do segredo.
Nem todos podemos ser doutores. De tudo é formado o mundo. O nosso lugar é aquele onde o coração bate devagar. Todos nós temos os nossos talentos. Por isso, a todos os que me lêem, lhes peço. Descubram o vosso segredo.
Se, por acaso, encontrarem dentro da minha escrita, algo que vos incite, no vosso presente, algo que vos possa fazer sentir ou reviver algo agradável vivido em vossas vidas, então já valeu a pena esta minha conversa com Deus.
Eu sou a enseada
Eu sou a estrada.
Eu sou os espinhos
Eu sou caminhos
Eu sou a corrente
Eu sou meus rios.
Eu sou a pura alegria.
Eu sou de todos
Eu não sou de ninguém.
Eu sou o momento
Eu sou alguém.
Eu sou aquela que se não detém.
Eu sou tudo, enfim
Eu sou nada, por fim.
Mas eu sou fragmento, espalhado, no universo criado.
Faço, de minha prosa, recados pungentes. Que vão ao encontro das gentes. Tudo o que sei, tudo o que faço, é um acto de amor. Embrulhado em laços de humanidade.

Queria que soubessem, aqueles que me lêem, que sou normal. Apenas mais atenta. Dentro do vendaval.

Autora: Joaquina Vieira

26/04/2016 

Saturday, October 19, 2013




MINHA CONCEPÇÃO DA VIDA



Cada qual, tem sua concepção, sobre a vida. Dependendo da filosofia de cada um, ela terá certamente interpretações diferentes, divergindo conforme, sua filosofia e religião.
Para uns será um milagre, para outros, um pesadelo.
A teoria de que a vida é curta para os humanos, me leva a pensar o que seria do planeta se os humanos vivessem tanto tempo como as árvores.
Com uma média de vida, que ronda os oitenta anos, o homem nesse espaço-tempo de vida, consegue ser catastrófico para si e para os demais.
Para muitos a vida não faz qualquer sentido, por não encontrarem o fio condutor que os leva ao caminho da evolução própria.
Por outro lado, todo aquele que não encontrar o caminho do seu coração, e com ele chegar a outros corações, a vida não lhe fará sentido.
Para nos reencontrarmos em nós, temos que estar dispostos a fazer nossa viagem interior e encontrar as chaves que nos abrem a sabedoria, e fazem de nós humanos.
O coração é brando e trabalhador, ele nos acompanha durante nossa viagem. No entanto ele precisa algo mais do que bater a compasso. Precisa de praticar o bem, alimentar essa, fonte de energia que está em contacto com o cérebro  para que a vida possa fazer sentido.
Assim fomos programados. Vamos então dar ao coração aquilo que ele precisa para ser ele também feliz.
Ele quer dar regaço, ao menino, abraço que envolva emoções, palavras cheias de silêncio, mas que confortam, lágrimas contidas que acariciam
O desejo de dar amor. Tudo isso, dá sentido à vida, ajuda a acalmar nossas emoções.
Se tivermos tudo isso, a vida nos parecerá curta, encontraremos nela, todo o sentido. Toda a intensidade que dura e perdura.
Feliz daquele que durante a vida, passa o que sabe e explica o que aprende.

Autora: Joaquina Vieira

10/10//2013


Sunday, August 4, 2013

ESTOU DE VOLTA

Olá! já não vinha há muito tempo aqui! hoje lembrei, que minha viagem continua como quem sobe um rio de aguas claras, estando perto da nascente. Não tenho estado parada, não! Tenho feito minhas viagens, tirado muita foto, escrevo muito. Estou com três livros acabados prontos para editar. Só ainda não decidi se vai ser por virtual ou pela maneira tradicional. Como a edição tem a ver com dinheiro, estou à espera de uma brecha no virtual. Se alguém quiser deixar uma dica, aconselhando-me a melhor maneira, aceito todas as sugestões.
os livros estão escritos- Três são infanto-juvenil, cujos nomes são: A princesa Margarida, O filho do Moleiro, A labuta numa quinta. Todos eles me foram contados oralmente pelo meu avô quando eu tinha 10 anos. Naquele tempo os bons exemplos e costumes vinham através de histórias que iriam realçar em nós o que tínhamos de melhor. Honestidade, honra, verdade. Eram histórias de encantar, sem duvida, mas com uma mensagem muito poderosa. Estes em 2014 já tenho quem queira publicar.
Além destes, tenho mais 3 para adultos. São: Mulheres guerreiras, uma saga de mulheres da mesma família, que vem deste a época colonial brasileira em 1800 até nossos dias. Muitas historias de sucesso, de dor de desilusão. O segundo é: A condessa sem Cheta, baseado numa história verdadeira, cuja pessoa tive o privilégio de conhecer. Uma senhora que se movimentou na alta esfera da sociedade arcaica da década de 50 em Portugal. O outro é: O ultimato de Mafalda. Livro esse muito actual, mostra o fim das relações entre pais e filhos, onde se sobrepõe o dinheiro, álcool, a droga, a politica, destruindo muita gente. Mas a heroína desta historia é uma vencedora. acaba por encontrar o seu caminho em África.

Como podem ver, minha ausência deste blog deu seus frutos, para além de já ter uma obra de prosa poética com mais 1500 poesias.

Se gostarem deste blog, sigam-me, tenho ainda muito para contar..
Para todos aqueles que me visitam, deixo aqui meu abraço.
Joaquina

Wednesday, January 9, 2013

O TEMPO QUE PASSOU - MOMENTOS DE TERNURA


 

Meus dedos já cansados,
Em teus cabelos molhados,
Já dedicaram tanto carinho,
Que, hoje, choram por ti.
E também choram por mim.
Antes ágeis, delgados,
Jovens e delicados,
Eles, por ti, suspiravam.
Veio o tempo, retirar-lhes,
A doçura, por metade.
Queria ainda remexer,
Nos teus cabelos de seda,
Agora, raros, grisalhos.
Não perdi, ainda, meus jeitos,
Ainda que, em meus dedos,
Já se notem os defeitos.
Um pouco mirrados, curvados,
Pelo idade, estão marcados,
 E já se sentem fatigados.
No tempo se envolveram,
Hoje e ontem, em carinhos,
Como laços de carmim.
Era, assim, minha fantasia,
Meu caminho de ternura,
Sentindo a sua textura,
Embriagando a minha secura.
Ainda hoje tenho, para ti,
Palavras de amparo e carinho,
Que te ajudam em teu caminho,
Mesmo quando, de ti, te ausentas,
E dentro de ti, tu sustentas,
Lutas e tréguas sem fim.
Meus dedos frágeis, assim,
É, por ti, que ainda procuram,
Por teus cabelos suspiram.
Por isso eles vivem, respiram,
São meus dedos que os curam.
Ainda que cansados, mirrados,
Pela jornada, já marcados.
AUTORA: JOAQUINA
09/01/2013

Tuesday, July 3, 2012

PARQUE DAS CEGONHAS EM FRANÇA

ENCONTREI UM PARQUE DE CEGONHAS NUM DIA DE CHUVA!! ESTAVAM ENCHARCADAS, MAS ERAM TÃO DOCEIS QUE VINHAM COMER JUNTO DAS PESSOAS. LINDO!!

Tuesday, June 26, 2012

ARTE DE RUA - O PODER DA CRIAÇÃO

NUM MURO, UMA BICICLETA, FEITA DETODO O TIPO DE  RODAS
TODA A BICICLETA É FEITA DE MATERIAIS DE BICICLETAS SEM SERVENTIA

FACHADA DE UM PRÉDIO, DANDO VIDA A OUTROS TEMPOS



NUMA PAREDE DE UM PREDIO, UM PINTOR,
PINTA UMA PORETA SIMBOLO DA SUA PROFISSÃO




NUM JARDIM PUBLICO ENCONTREI ESTE URINOL, JÁ SEM SERVENTIA,
MAS COM OUTRA UTILIDADE, BEM DIFERENTE




NUMA PARAGEN DE AUTOCARRO,
IMAGEM SUGESTIVA DE CRIANÇAS QUE ESPERAM O AUTOCARRO




COISA INEDITA,
Á PORTA DE UMA CASA,
DOIS BANCOS ARTESANAIS, FEITOS DE TRONCOS DE MADEIRA.
TENDO COMO ASSENTO, UMA BASE DE PEDRA!
MAIS SIMPLES, NÃO PODE HAVER E VÃO DURAM MUITO..
ATÉ EU GOSTAVA DE TER UNS ASSIM






ESTAS IMAGENS,
 FORAM CAPATADAS POR LUGARES ONDE PASSEI..
COMO SOU GRANDE ADMIRADORA, DE CRIAÇÃO ARTISTICA,
NÃO RESISTO A DEIXÁ-LAS AQUI, PARA QUEM AS QUISER APRECIAR


O NOSSO EGO

Quando era criança, o mundo me parecia grande demais para mim, por outro lado sentia uma atracção muito grande, para saltar para esse mundo.

Quando me levantava todos os dias, via sempre as mesma coisas, mesmo assim o ar fresco, refrescava minha imaginação, na terra do nunca.

Minha imaginação, não tinha limites, perante minha inocência, os actos dos adultos, pouco significavam para mim, a não ser que isso dissesse respeito, aos meus sonhos e fantasias.

No entanto sentia o sofrimento nos olhos e gestos das pessoas que me rodeavam. Os grandes problemas para mim eram as borbulhas, o corpo que não se desenvolvia.

Hoje reconheço que meu mundo de criança, nem sempre era simples. Mais tarde com minha filha criança, sendo ela também preocupada com os outros, comentava comigo, quando conversávamos acerca de assuntos sérios, para logo esquecer, o mundo dos adultos e se voltar para seu mundo de bonecas. Havia momentos selados com um beijo e um abraço, que lhe amenizavam a vida verdadeira, embora, já nessa altura, eu comecei a ver os reflexos da sua personalidade, muito diferentes da minha.


A verdade é que tudo assenta na nossa realidade diária. Nunca variam, se repetem os erros da nossa vida. O perfil é invisual, mas o nosso eu interior difere muito, dependendo do seu grau de evolução.
Nos desenvolvemos ao longo da vida e para isso lá estão os obstáculos, que se interpõe entre nós e os outros, que se cruzam no nosso caminho

Hoje, me olho no espelho da alma, mais do que no reflexo do espelho da imagem. Sempre que vejo o reflexo da imagem. Imagino sempre que devo ser parecida com o que vejo.

Mas o reflexo, nunca nos mostra o que somos no nosso interior.
Sempre estou em acção tentando corrigir os erros cometidos, em desafios
Que a vida me impõe para ultrapassar os tormentos da vida
Sempre que tenho que agir, aí sim vem ao de cimo aquela força, que está escondida e me ajuda a tornar tudo mais fácil.
O tempo é tão sábio e pouco aprendemos com ele, esta sociedade alienada, em que a vida pouco vale, e em nada nos pode ajudar, dependendo dos valores individuais.
Poderia fazer discursos de filosofia, mas que adiantaria, se sempre seria eu o meu próprio eu, assim estagnaria, perante minha evolução, e critério de viver.
Quando se acredita demais nos tornámos, em semideuses, capazes de nos convencermos que sabemos tudo, mas cada vez mais perdidos, dentro das nossas experiencias.
Na minha verdade a vida vai para além do que se experiencia aqui Tudo se constrói, com amor incondicional que se está perdendo em cabeças doentes, pelos bens matérias, onde subjugam uns e afastam outros.
Á medida que crescemos, a vida será um jogo, manipulado, onde só contam os cárneos e o bolso, politica, com seu jogo sujo, deixando de lado os relacionamentos entre os seres, utilizando-nos como peças de xadrez, onde rolam cabeças como tal roleta russa.
Não pretendo vencer, ninguém com minha filosofia, assusta-me o modo de crescer de alguns humanos que convivem lado a lado connosco.
O seu reflexo, pode não mostrar tudo, mas o tempo nunca os muda.
TERMINADO: JOAQUINA
21/06/2012

Tuesday, May 29, 2012

MOMENTOS DE VIDA - DE ONDE VEM O MEDO



Não é fácil aceitar algo, que é natural em nós e nos deixa acomodados, perante factos, da nossa vida em sociedade.

Mas se não confiarmos em nós! Quem vai, confiar?

O medo por si só, é um instinto primário, muitas vezes joga, a nossa favor, noutras contra.

Quem nunca pensou em alterar sua vida? Mas o medo está lá, á espreita, para nos inibir.

Teremos que ter força, muita força, para o esconder e seguir em frente.

O medo faz parte da vida. Quem não gostaria, de encarar o mundo de peito aberto sem medo de nada. Os ditadores com todo o seu poder, eles também tem medo, daquilo que eles não podem controlar.

Todo o ser, que seja capaz de se enfrentar a si mesmo, não terá medo.

Existem pessoas que se entrecruzam em relacionamentos por medo.

Este tema do medo é demasiado contraditório.

Quando confiamos em nós, o medo esvanece-se, dando lugar á auto confiança, deixando-nos livres para agir. Mas o medo em dada altura poderá ser um nosso aliado, dependendo das circunstâncias.

Quando não confiamos na nossa intuição, espreita o medo, para não nos deixar fazer nossas escolhas, em união com nossas almas.

O mundo não é feito só de coisas boas, no entanto dá-nos a possibilidade de escolha entre o bom e o mau. Se o ser for puro, ele por norma tem mais medos. Para isso existe o poder da mente para inverter conceitos erróneos, impostos pela sociedade, que nos leva a não sabermos as regras do jogo todas. Quando aparece qualquer problema temos a tendência de nos preocuparmos mais com o que a sociedade pensa do que o que a nossa intuição nos diz.

Autora:  Joaquina

29/05/2012


Monday, May 28, 2012

TEMPO DA ALMA - QUANDO O AMOR ACABA

Que dizer quando o encanto se perde, num lugar escondido por detrás da alma.
Poderia fazer um verso, revirar esse amor do avesso até encontrar a chave.
Mas para rimar esta sinfonia de contradições, nem cantiga nem sermões poderia eu encontrar.
Nada faria sentido, mesmo que me saísse a rima!
Fico entalada entre o cursor e a palavra, que quer sair e não ficar calada.
O silêncio se levanta, ao som dum violino que em tempos tocou, em ouvidos enamorados, que agora estão surdos, calados.
Quando o amor acaba, ele começou lá atrás, muito lá atrás! Seu início foi ténue, despercebido, a cada dia foi aumentando ao ponto de esse amor se afastar, tentando suprimir sua falta, dentro de um casulo fechado, onde tudo fica retido e nada é mostrado.
Vem um dia de repente, algo rebenta, como corrente dum rio em fúria, sem lamúrias.
Ele exige, ele reclama, ele chora, por não compreender o que esse amor fez para se perder.
Perdeu-se dia a dia, entre a rotina e o silêncio, de quem precisa de presentes, estimulo, para viver.
Assim começa por acabar a relação, evitando o contacto físico, sentimentos entram em tumultos, para encontrar a culpa.
Vem o choro a incompreensão, o frio que não aquece o ar que arrefece, as paredes, parecem que crescem. Sim elas crescem, criam barreiras, o amor assim castrado se divide, procura a saída para sua sementeira.

Começa o isolamento, perturba-se o pensamento, ainda ali mora algo indefinido, mas o amor acabou por sair.
A ausência do amor perturba o pensamento, fica com remorso, do que não deu. Vem a seguir a raiva, essa sim! magoa, atira palavras soltas entre paredes, atinge no âmago de cada um dos seres envolvidos.
Os bons momentos esvoaçam-se da memória, ficando entre o par apenas pedras de arremedo.
Vem á luz da perda, discussões, gestos bruscos, traição.
Perdidos neste mar de confusões, não se apercebem os envolvidos que dentro deles existe um diamante que talvez seja possível lapidar, encontrar o caminho de volta ao lar.

O tempo vai-se escoando e , devagarinho, por entre caminhos, o amor insiste em continuar.

Existe ainda a chama, que obriga ao diálogo, do amor que chama.
O verdadeiro amor, nunca morre, apenas se transforma, em algo diferente.
Quando aparece a dependência, o tratamento pode ser repudio, até á exaustão daquele, que nada fez para curar uma possível separação.
Acontece por vezes que o universo, toca na pessoa, sacode-a, e lhe sopra ao ouvido, a acorda! não vale mais a pena!
Extingue-se então a ilusão, o vento sopra noutra direção, depois vem o choro, a frustração. Se o amor acabou, nada a fazer.
As lágrimas estarão presentes, mas o amor aparecerá novamente mais á frente.
Por tudo isto, não há poema que descreva o que já não existe.

Quando o amor acaba, começa a liberdade do ser. Ele procura então novos caminhos, novas oportunidades, um dia olhará para trás e dirá! Demorei tanto tempo, presa nesta teia sem semente, o mundo me espera, renovada, vou deixá-lo assim ficar, num canto da minha alma.
Quando o amor acaba, nova vida começa, nela vamos navegar!

Só o universo, pode saber, se outro melhor irá aparecer!
Outro amor virá. “O amor é eterno enquanto, viver!
Autora: Joaquina
28/05/2012 

Thursday, May 17, 2012

PODER DA VIDA- SABER VIVER

Para viver, é necessário ter a noção do que é estar vivo.
Desde cedo compreendi o valor da vida, aquando me era imposta a vontade dos outros, liberando assim, minha vontade de sentir e querer.

Viver e ser livre não é para todos!

Os amigos são necessários, conforme a carência que temos deles.
Eles podem ser nossos aliados, nossos irmãos por escolha.

A luta diária, nos leva muita vez a questionar, nossa amizade, quando ela não satisfaz, nossas necessidades mais lógicas.

A felicidade do ser é tão premente, que nos leva a lutar, no intuito de sermos felizes, nem que seja por breves instantes.
Questiono-me, com o tempo que tudo cura. Mas a deceção e a mágoa, por vezes mata, o reflexo que temos de nós próprios.
Existem momentos, em que as lágrimas afloram, quando um verdadeiro amigo está aflito, e nós não podemos acudir, da maneira que ele mais precisa.

Sei no entanto que a dor, fortalece, quem a sente. Quem a vence engrandece, pelo processo natural que a natureza põe ao nosso dispor.

 Aprendi a calar a dor e trocá-la, pela alegria..

A beleza do sorriso pode ser curativo, tanto para o corpo como para a alma. Existe muita beleza, no que vemos e sentimos em relação às nossas relações.

As palavras com verdade e força, se tornam poderosas perante um amigo.

Até um olhar profundo nos olhos, nos ensina a viver a aprender com nossos erros. Tudo depende de nós, da nossa própria vontade de se doar aos outros. Na verdade o segredo maior da vida é vive-la.

 Autora: Joaquina
17/05/2012

Tuesday, May 8, 2012

EGOISMO NO MUNDO - A FALTA DE AGUA


EGOISMO GLOBAL
Se eu começar a pensar, utilizando meu raciocínio lógico, chego à conclusão que não existe no mundo, milagres nem oração, que possam valer a gente que, por água, está disposta a morrer.
Esta foto denota a luta pelo bem mais essencial do planeta que, sem ela, não existiria. Vida é “AGUA”. Agora se compararmos os nossos hábitos de abundância e desperdício, em que nos basta deitar a mão a uma torneira e dela fazer jorrar água quente ou fria, nunca saberemos que, pela água, hoje já há guerras, em nome do precioso líquido.
O ser humano tem, realmente, uma tendência para o desperdício! Ninguém precisa de muito para viver!
Então porque lutamos por coisas que só nos servem para adornos e símbolos de riqueza exterior. Pois! Riqueza exterior! A riqueza interior é algo que muitos nem sabem o que é. Ela não se compra, não se troca por patacas, nem se pode roubar, nem vender. Todos nascemos já com ela. Depende de nós traze-la ao de cima, para nossa vida diária, e dar-lhe utilidade. Como a generosidade, bom senso, solidariedade, humildade.
Diferenças abismais levam-me a pensar no planeta e nos senhores das guerras que tanto gastam em armamento, servindo interesses de homens caducos, ditadores sem instrução, que nem capacidade tem para contar o dinheiro roubado, condenando um povo àmiséria e escravidão. Como os povos permitem tal privação? Como podem ser apoiados, esses governos, por povos que se dizem mais civilizados! Vendo a riqueza do País ser desviada por capangas, para paraísos fiscais. Acabam esses velhos loucos, rodeados de ouro e diamantes, sentirem-se senhores da vida e da morte, até que eles próprios acabam morrendo, sem terem tempo para gastar o que roubaram.
Se a riqueza fosse melhor distribuída, não seria esse dinheiro, vindo de riquezas naturais do planeta, como “ouro, diamantes, petróleo, gaz” mais útil na ajuda de povos condenados à morte, por falta de tudo. O dinheiro inventado, pelo vil homem de negócios, que lhes basta levantarem um dedo para destruírem uns, a bem de outros. Meu avô já dizia,” a trabalhar honestamente ninguém fica rico”” .Como ele era sábio. O que a vida lhe tinha ensinado..
Não quero aqui condenar ninguém, mas lá que existem culpados da situação actual mundial, isso é um facto!
A foto que aqui apresento, não sei se será legível e fácil de interpretar, a quem a veja. O que significa esta imagem? Ela foi-me enviada por alguém inteligente que me deixou a pensar. Fiquei horrorizada com o sofrimento desta gente.
Estes buracos no deserto, algures em África, são feitos a profundidades de vários metros até encontrarem água. Quando seca a agua, abrem outro buraco. Os buracos, que estão protegidos por canas, são os que têm agua. Os outros já estão secos. Burros transportam, em depósitos de plástico com água, vários quilómetros, para abastecerem famílias. Mas que grande lacuna existe aqui, entre a minha sociedade e o mundo destes seres condenados ao nascer.
Meu coração fica dolorido ao ver tanta abundancia e desperdício, nesta nossa sociedade, chamada “OCIDENTAL”. Existem tantas mobilizações e protestos, para tudo, por aqueles que tudo tem, sem nos conseguirmos por no lugar do outro.
Deus, nosso criador, deu-nos todas as ferramentas para sobrevivermos com pouco. Ainda nos deu mais que aos outros. A “INTELIGENCIA” que poderíamos usar para ajudar os menos afortunados.
As lacunas são tantas que, possivelmente, um dia seremos castigados, por permitirmos tanta afronta ao ser humano. Porque não podemos viver todos em perfeita harmonia? Isto já para não falar na afronta animal.
Este planeta que gira, sobre seu eixo, uma bola suspensa no universo. Como é possível que a raça humana não entenda que veio dela do seu pó e a ele voltará, como matéria, podendo mais tarde dar origem a outra matéria das mais variadas formas.
Isto para não falar também na parte espiritual. 99% dos seres que vem a este planeta não tem a verdadeira noção do que vieram fazer. Se fosse só para comer e beber, não faziam falta aqui. Sua missão é bem diferente. Mas o vil e o covarde depressa aprendea extrair riquezas que pertencem a todos.
Creio que todos nascemos com uma verdadeira missão, mas muitos dela se desviam, com o lampejo da riqueza e aquisição de bens matérias.
No entanto, muitos seres deste planeta, aqueles de que ninguém fala, são trabalhadores da luz, pessoas conscientes do seu propósito no Planeta e tornam-se sábios, humildes trabalhadores, na ajuda aos outros. Muitos deles morrem servindo a causa. São pessoas despojadas de bens materiais, são simples no aspecto, mas sábios em sabedoria. Eles andam por aí! Infelizmente não podem combater os outros que se desviaram da sua missão e se transformaram em senhores do mundo. Esta bola azul a que se chama “Terra” é a nave que nos serve a todos, levando-nos a viver, nossas vidas de aprendizagem, voando pelo universo.
Quando será que esta raça chamada, terráqueos, se mentaliza que esta é nossa casa de aprendizagem?
 Será correcto poderem existir, seres do mal, tantos anos, deixando, devastação tamanha na terra?
Como podemos não pensar nas gerações vindouras e seus recursos, tantas vezes devastados pela ganancia. A inércia de certos povos ainda tão primitivos, leva-os a imigrar em vez de combaterem os seus direitos dentro dos seus continentes ricos em matérias-primas.  Permitem a outros que os vão explorar! Isto para mim é incompreensível.
Tudo no planeta é cíclico. Será mesmo necessário, de vez em quando, uma razia de catástrofes naturais que leve o rico e o pobre a pensar, em como são impotentes, perante a força da natureza?
Acredito na força divina, que não é cega como a dos homens. Se levar isto para o lado espiritual tudo faz sentido dentro de mim. Mesmo assim existem comportamentos e atitudes que têm mais a ver com o carácter individual de cada um.
Se cada um de nós fizer a nossa parte estou certa que este mundo tem abundância para todos. Grandes civilizações, mais avançadas do que esta nossa, acabaram por sucumbir também perante o avanço das tecnologias da época. Estará o homem a tornar-se robótico, em que só funciona com a lógica, deixando o lado emocional para trás. Se assim for, estamos numa fase em que não poderemos chamar humanos, humanóides.
Povos no mundo. Ainda existem entre nós grandes lacunas. Nós, que nos achamos mais civilizados, somos os que mais poluímos. Não deixa de ser uma grande contradição. Evoluídos, porque somos instruídos, mas também os que mais consumimos recursos naturais. Os povos primitivos, sem instrução, nem agua, nem, pão, são eles que mais preservam o planeta, através da reciclagem dos recursos.. Como podermos então ajudar uns, sem primeiro, nós darmos o exemplo…
Há muito que se pode fazer mas passo a citar uma frase de um livro com o qual muito aprendi (autor: Joaquim Toscano) “ ANTES DE MAIS, CONHECE-TE A TI, PRÓPRIO”. Como queremos nós entender os outros se realmente ainda não nos conhecemos a nós próprios. Tanta coisa desconhece sobre a matéria de que somos feitos, sobre nosso caracter, sobre nossa saúde, como funcionamos etc,etc,etc….
Mas todos sabemos que o que estamos a fazer está errado, quando só conseguimos ver nosso próprio umbigo… A palavra solidariedade deixou de existir, a empatia também. No que nos estamos a transformar. Se cada um de nós fizer um pouco, sem delegar a responsabilidade nos governos caducos do mundo, sempre podemos dizer: eu dei a minha contribuição. Eu, por mim, faço a minha parte, sempre que alguma situação chega até mim. Vamos todos fazer algo. No fim, faremos muito…
Fico por aqui nesta minha, observação… Mas isto dá que pensar!!!
AUTORA: JOAQUINA
08/05/2012

Thursday, May 3, 2012

RIO DA ALMA - DIVISÃO



A LINHA QUE NOS SEPARA

Existe em todos nós, uma certa loucura, que nos leva da realidade, ao ponto imaginário, onde muitos se perdem.

 Uns por uma razão, outros por outra, todos temos momentos em que nos perdemos nessa linha que nos separa, do chamado real.
Há momentos que não sabemos em qual dessas linhas nos situamos. Vemos o mundo a funcionar, cada vez mais para alem dessa linha imaginária, onde se perdem os valores e as noções do real.

É tão ténue, essa linha, que nem nos apercebemos, ou nos damos conta de quanto, perigosa ela é.

Dou comigo, muita vez a pensar, se a saberei definir!
Se sei onde se situa, ou como a poderei controlar.

Momentos de loucura, espontâneos, quem alguma vez na vida, não teve? Muitos dão-se conta mas não a sabem controlar.
Para isso lá estão os “psiquiátricos” com seus comprimidos milagrosos, para resolver o problema da linha imaginária.

O mundo neste momento, tem mais loucos, do que pessoas sábias, adultas, altruístas. Veja-se o que se passa no mundo a todos os níveis, mais parece, um baralho de cartas a desmoronar-se do que um mundo gerido por gente sã e inteligente, utilizando o seu bom senso, a bem da humanidade.
Cada vez mais se encontram governos geridos por loucos caducos, em que muitos são drogados, outros pedófilos, outros corruptos. Esses com certeza, já passaram a linha da realidade.

Apresenta-se perante nós um mundo cheio de gente podre, loucos, obrigando muitos a viver na pura miséria humana, em confronto com a podridão de interesses, que nos rodeia

Pensando bem, a hipócrita humanidade, dá a todos a hipótese de cortar, de vez essa linha. Mergulhar na sanidade mental que ainda sobra a alguns. Outros se a fogão na sua própria insanidade e loucura.

Tenho vontade de acreditar que existe algures um mundo diferente só para mim. Sem os outros que tanto eu questiono.
Quero ainda acreditar, que dentro do meu imaginário, deste meu cansaço, existe um lugar por o qual vale a pena lutar.
Que um dia ainda virá a terra prometida, dos profetas adivinhos.
Neste momento, sinto-me impotente, para lutar contar o impossível.

Autora: Joaquina
01/05/2012



Tuesday, May 1, 2012

Saturday, April 28, 2012

LISBOA ANTIGA - MOMENTOS E CURIOSIDADES


ROSSIO 1920

LISBOA ANTIGA



SENHORAS NUM PASSEIO EM LISBOA. SÉC. XIX